domingo, 15 de janeiro de 2017

Sonny Rollins - East Broadway Run Down




A1.East Broadway Run Down
B1.Blessing in Disguise
B2.We Kiss in a Shadow

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Jimmy Garrison – bass
Freddie Hubbard – trumpet
Elvin Jones – drums
Sonny Rollins – sax (tenor)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Cannonball Adderley - Live



Cannonball Adderley- Alto
Nat Adderley- Cornet
Yusef Lateef- Tenor Sax , Flute, Oboe
Joe Zawinul- Piano
Sam Jones - Bass
Louis Hayes - Drums

Switzerland
1. Jessica's Day
2. Angel Eyes
3. Jive Samba
4. Bohemia After Dark
5. Dizzy's Business
6. Trouble In Mind
7. Work Song
8. Unit 7

Germany
9. Jessica's Day
10.Brother John
11. Jive Samba

Rewind - Cascais Jazz '71


Monk - Ruby, My Dear


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

domingo, 1 de janeiro de 2017

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Snap Crackle


O mundo dos meus olhos

Será possível viver o tempo todo à sombra de uma grande mentira?

sábado, 17 de dezembro de 2016

Eric Dolphy - outward bound


O mundo dos meus olhos

Por vezes Kraus pasmava com frases como: "Não sei aonde ando com a cabeça!". Pensava nas coisas que a frase esconde. Desde logo subentende a distinção entre o corpo que se desloca e a cabeça que se perde;  faz crer que o corpo, por vezes, leva a cabeça para sítios desconhecidos, talvez mesmo sem a sua autorização, ou com uma conivência forçada, como se fosse uma cabra cega. Há ainda uma outra peça, o 'eu', esse sujeito composto que diz não saber da cabeça e que parece preocupado, como se a sua cabeça fosse um repolho que fugiu da horta para não ser comido.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

"
os corpos sabem os caminhos
nós
o desejo

"

Ana Paula Inácio, ANÓNIMOS DO SÉCULO XXI, Averno, 2016, p. 52.

O mundo dos meus olhos

Durante o tratamento no instituto, a mente de Kraus foi inundada por recordações do tempo em que o seu pai era vivo e vivia sozinho. Era um dia de sol, no ar os sons dos animais, o pai estendia roupa na corda de secar. Essa presença, o sentir o sopro do pai, transmitia-lhe uma sensação de bem-estar e de imortalidade. Mas havia como que um vidro entre Kraus e as suas recordações que o impedia de agarrá-las com toda a sua força. E não houve condensação.

tenta permanecer razoável no meio da loucura!

"Diz a si próprio o que, todos nós dizemos muitas vezes em épocas semelhantes de loucura: não te preocupes com o Mundo! Não podes mudá-lo, torná-lo melhor. Ocupa-te contigo, salva em ti o que há para salvar. Enquanto os outros destroem, constrói, tenta permanecer razoável no meio da loucura! Isola-te. Constrói o teu mundo para ti.
Mas chegou o ano de 1580. (...)"


Stefan Zweig, Montaigne, (tr.) Assírio & Alvim, 2016, p.70.